<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6872857</id><updated>2012-02-04T16:28:44.735-02:00</updated><title type='text'>Caga Regra</title><subtitle type='html'>Um blog de cagação de regra explícita. Tire as crianças da frente do computador. Aqui cagarei regra sobre todo e qualquer assunto que apareça na minha frente. Sem dó nem piedade.
Esse blog é atulizado todo sábado. Então volte semana que vem para ver a nova cagada.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://khregra.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6872857/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://khregra.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Caga Regra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850204737125654178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/99/1336/320/shit.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>12</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6872857.post-110930034270422790</id><published>2005-02-26T23:56:00.000-03:00</published><updated>2006-07-17T15:03:30.310-03:00</updated><title type='text'>Cartas de amor</title><content type='html'>“Todas as cartas de amor são&lt;br /&gt;Ridículas.&lt;br /&gt;Não seriam cartas de amor se não fossem&lt;br /&gt;Ridículas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse trecho do poema de Álvaro de Campos (ou Fernando Pessoa, dependendo da hora do dia) sempre me impressionou. É uma daquelas coisas que todo mundo sempre sentiu, mas precisava de um gênio para colocar no papel. Quem alguma vez já leu alguma carta antiga de um amor passado vai me dar razão: somos ridículos amando. Principalmente os homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres parecem que nasceram para amar, já nós, ficamos como pisando em um terreno alienígena, completamente desconhecido. Não sabemos como reagir, ficamos sem fala, sensíveis, choramos, rimos de nervoso, enfim, ficamos parecendo mulherzinhas. Isso mesmo: mulherzinhas. Porque todo homem foi criado para ser senhor de si, seguro e confiante, um conquistador, e não um conquistado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja bem: não estou falando que homens amem mais que mulheres, apenas que o amor não combina com a masculinidade. Pelo menos não com o estereotipo de macho. O garoto passa a infância vendo filmes de ação, idolatrando o Action Man, o Super-Homem e todos os outros chutadores-de-traseiro do pedaço, e chegando na adolescência se vê tendo que escolher se manda um buquê de rosas ou margaridas. É mais fácil escapar de um trem-bala desgovernado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando amamos parecemos entrar em outro mundo, onde tudo é mais calmo e belo. Mas só o amante tem acesso a esse mundo. Quem olha de fora, do mundo normal, só vê um cara babando e suspirando por alguma Maria-sem-vergonha. É mais ou menos como piada de bêbado: só quem bebeu que vê a graça. Só quem está apaixonado entende um companheiro nesse mesmo estado. Para os outros ele é um ridículo que não muda de assunto. “De novo essa menina! Não muda de assunto não?”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6872857-110930034270422790?l=khregra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://khregra.blogspot.com/feeds/110930034270422790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6872857&amp;postID=110930034270422790' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6872857/posts/default/110930034270422790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6872857/posts/default/110930034270422790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://khregra.blogspot.com/2005/02/cartas-de-amor.html' title='Cartas de amor'/><author><name>Caga Regra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850204737125654178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/99/1336/320/shit.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6872857.post-109367314137047887</id><published>2004-08-28T03:02:00.000-03:00</published><updated>2004-08-28T03:05:41.370-03:00</updated><title type='text'>Penso, logo falo merda.</title><content type='html'>Quem me conhece ou quem já me leu sabe que eu falo muita merda. Juro (por Deus!) que tento falar o mínimo possível, mas sempre acaba escapando alguma. E por causa disso que eu acabo me contradizendo algumas vezes. Minha contradição é a prova que eu continuo pensando, que eu estou aprendendo, que eu existo (dá-lhe René “Penso, logo existo” Descartes!). Todo mundo é uma metamorfose ambulante, só que alguns fingem que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero ficar como Pangloss, o filósofo otimista do livro “Cândido” do Voltaire. Citei ele na semana passada. Ele acreditava que o nosso mundo era “o melhor dos mundos, e “as coisas ruins do mundo são como as sombras em um quadro belíssimo”. Durante toda a sua vida, Pangloss sofreu bastante, e viu muito sofrimento também. Mas morreu defendendo tudo o que tinha dito, mesmo que não acreditasse mais, porque “um filósofo não pode mudar de idéia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso foi uma crítica de Voltaire aos filósofos positivistas da sua época, mas essa carapuça não serviria muito bem em nossa sociedade judaico-cristã-ocidental, seu Casseta? Vocês não lembram do rebuliço que deu quando o nosso ex FHC disse “esqueçam o que eu escrevi”? Até hoje ligamos mudança de opinião com fraqueza. Você se sente mal quando perde uma discussão? Mas não devia. Você aprendeu algo, o outro que ganhou não: ele já sabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse medo de falar merda, medo de estar errado e, com isso, demonstrar “fraqueza” (entre aspas sim, porque ninguém sabe tudo) gerou o que meu amigo &lt;a href="http://eccehomotoscus.blogspot.com/"&gt;Homo Toscus&lt;/a&gt; batizou de “cultura do Ctrl C + Ctrl V”. São as pessoas simplesmente passando para frente (foward, no vocabulário e-mailtico) pensamentos de outrem, livrando-se assim da responsabilidade que é a paternidade de uma idéia. Que isso, gente! Botar pra fora um pouco de merda às vezes não faz mal, pelo contrário, é essencial para nosso organismo. E fede mesmo, não tenham vergonha. Fale merda sim! Mas com moderação (não exagerem como eu!).&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6872857-109367314137047887?l=khregra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://khregra.blogspot.com/feeds/109367314137047887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6872857&amp;postID=109367314137047887' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6872857/posts/default/109367314137047887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6872857/posts/default/109367314137047887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://khregra.blogspot.com/2004/08/penso-logo-falo-merda.html' title='Penso, logo falo merda.'/><author><name>Caga Regra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850204737125654178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/99/1336/320/shit.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6872857.post-109320714482376488</id><published>2004-08-21T17:37:00.000-03:00</published><updated>2004-08-22T17:39:04.823-03:00</updated><title type='text'>O mundo está uma bosta</title><content type='html'>Quem não concorda que o mundo está uma porcaria, que está tudo errado no planeta? Eu. É isso mesmo, eu não acho que o mundo é uma bosta, e antes que você me venha com uma lista das mazelas mundiais, eu lhe pergunto: o mundo está uma merda comparado a quê?&lt;br /&gt;Por acaso você conhece um mundo melhor que o nosso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque você só classifica se tem um parâmetro, e você só forma um parâmetro comparando objetos de uma mesma categoria. Eu acho a Daniela Cicarelli maravilhosa porque eu já vi outras mulheres, e estabeleci meu parâmetro de beleza feminina. Eu não posso dizer se um vinho é bom ou ruim se eu não tiver bebido outros vinhos antes. Toda classificação é uma comparação. (parece até texto da Playboy, falando de vinhos e mulheres... estou me sofisticando)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A qual mundo comparam nossa Terra ao falarem mal dela? A um mundo após a morte? Não, acho que os relatos sobre esse mundo não são muito precisos... A um planeta alienígena? Bom, quantos você conhece? Podem comparar a um planeta Terra do passado, mas quando que a terra foi melhor que agora? Quando um corte infeccionado significava a sua morte? Reclamam da desigualdade social, mas a alguns séculos atrás a própria mobilidade social seria considerada um sacrilégio, questionar a justiça divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comparam a terra em que vivemos com uma terra ideal, uma utopia. Claro que ela será melhor do que a terra real. Podemos imaginar tudo o que gostaríamos que fosse diferente, mas será que nossa imaginação seria viável, será que realmente seria melhor? Cada pessoa tem uma visão diferente do que é o mundo ideal, então o melhor dos mundos para uma pessoa pode ser o pior para a outra. Tanta cagação de regra foi só pra falar que o mundo não é uma bosta, ele é o que foi possível. Não é o melhor dos mundos possíveis (como o personagem Pangloss do livro “Cândido” de Voltaire falava), nem o pior. É o único.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6872857-109320714482376488?l=khregra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://khregra.blogspot.com/feeds/109320714482376488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6872857&amp;postID=109320714482376488' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6872857/posts/default/109320714482376488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6872857/posts/default/109320714482376488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://khregra.blogspot.com/2004/08/o-mundo-est-uma-bosta.html' title='O mundo está uma bosta'/><author><name>Caga Regra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850204737125654178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/99/1336/320/shit.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6872857.post-109250045738518583</id><published>2004-08-14T13:19:00.000-03:00</published><updated>2004-08-14T13:20:57.386-03:00</updated><title type='text'>Eu discuto comigo</title><content type='html'>Talvez por ser filho único, eu falo muito sozinho. Talvez por ser cagador de regra, eu às vezes discordo das coisas que falo. Moro em um bairro só de casas, bastante tranqüilo, com poucas pessoas andando nas ruas (São Francisco, Niterói, pra quem conhece). Isso me dá toda a liberdade que preciso para entrar em um embate sobre a inconstância do ser no caminho até a padaria sem ninguém (além de mim mesmo) me achar maluco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me sinto às vezes um personagem teatral. Porque quando um personagem de teatro pensa em algo importante para o entendimento da peça, ele fala. “Claro, senão os expectadores não saberiam o que ele está pensando”, você diria. Se aquelas teorias conspiratórias malucas estiverem certas e sejamos observados e monitorados todo o tempo, pelo menos eu proporciono algum divertimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de uns tempos pra cá, tenho pensado mais do que nunca nesse assunto. Isso porque acabei de ler o “Livro dos médiuns”, de Alan Kardec. – Eu não sou espírita, nem faço parte de nenhuma outra religião. Eu realmente não consigo “ter fé”, acreditar cegamente em algo. Suspeito até que boa parte da minha angústia e ansiedade venha da minha falta de crenças, mas acreditar em algo não é uma coisa que se escolhe, você simplesmente crê ou não. – Voltando ao assunto, lendo o livro do Kardec, descobri que posso não estar falando exatamente sozinho, mesmo sem ter nenhum ser humano vivo ao meu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu morro de medo de fantasmas, espíritos, aparições, velha da gudéia, pombagira, e coisas do gênero, mas eu tenho uma curiosidade bem maior que o meu medo. Por mais que eu morra de medo disso tudo, eu adoro ler suas histórias fantásticas (nem que seja apenas como literatura) e até fico torcendo para ver alguma aparição (por mais que suspeite que teria um ataque cardíaco nesse caso). Se descobrisse que em todas as vezes que fiquei discutindo comigo estivesse, na verdade, conversando com um espírito, acho que viveria morto de medo, mas pelo menos me acharia menos maluco.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6872857-109250045738518583?l=khregra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://khregra.blogspot.com/feeds/109250045738518583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6872857&amp;postID=109250045738518583' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6872857/posts/default/109250045738518583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6872857/posts/default/109250045738518583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://khregra.blogspot.com/2004/08/eu-discuto-comigo.html' title='Eu discuto comigo'/><author><name>Caga Regra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850204737125654178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/99/1336/320/shit.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6872857.post-108974499346910836</id><published>2004-07-13T15:51:00.000-03:00</published><updated>2004-07-13T15:56:33.470-03:00</updated><title type='text'>Americano é a mãe!</title><content type='html'>Semana passada caguei regra sobre o Orkut. Como todo bom cagador de regra precisa também ser chato e insistente, volto ao assunto. É que já faz algum tempo que tenho recebido mensagens de correntes via Orkut propondo a todos os brasileiros se declararem iraquianos em suas informações pessoais para, segundo o criativo agitador anônimo, “irritar os americanos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar mal de americano virou passatempo nacional. Já faz parte do senso comum brasileiro que americano é burro e bitolado. Se alguém comete a erro de falar bem dos gringos em frente aos intelectuais de nossa nação, é imediatamente rechaçado e humilhado. Achamos (nós, brasileiros espertos) que qualquer um que defenda os EUA só pode estar profundamente desinformado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só gostaria de entender como nosso sistema de ensino público deficitário consegue superar as high schools e universidades dos EUA. Gostaria de saber também como um país de analfabetos consegue ser mais sabido que o país com mais prêmios Nobel por metro quadrado. Falamos tanto da burrice do Bush, formado em Harvard, enquanto temos um presidente torneiro mecânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cega de ódio, a pseudo-intelectualidade brasileira não consegue ver nada de bom que venha dos EUA e nada de ruim que venha do Brasil. Já escutou aquela história de que maluco acha que todo mundo é maluco e só ele é são? Pois é, cuidado quando achar que todo americano é bitolado, porque o bitolado pode ser você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criticar os EUA é fácil. Eles tem poder para fazer muitas merdas, nós do Brasil não. É como criticar seu patrão por ser opressor. Os empregados nem podem ter esse defeito: eles não têm ninguém pra oprimir! Eu não vou mudar meu país no Orkut pra encher o saco dos americanos não. Pra isso existem o João Gilberto e o Caetano Velloso.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6872857-108974499346910836?l=khregra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://khregra.blogspot.com/feeds/108974499346910836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6872857&amp;postID=108974499346910836' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6872857/posts/default/108974499346910836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6872857/posts/default/108974499346910836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://khregra.blogspot.com/2004/07/americano-me.html' title='Americano é a mãe!'/><author><name>Caga Regra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850204737125654178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/99/1336/320/shit.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6872857.post-108896054688877380</id><published>2004-07-04T14:00:00.000-03:00</published><updated>2004-07-13T16:00:24.190-03:00</updated><title type='text'>Orkut, (Saúde!) uma doença nacional</title><content type='html'>Peço desculpas a todos os meus 2 leitores (contando comigo e com você), por não ter escrito nesses dias. Estava muito ocupado tentando finalmente me formar na minha faculdade de publicidade. Se tudo correr bem, essa semana que vem serei um homem formado, e não essa massa disforme que sou hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Orkut! Saúde! – Uma doença nacional&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo só fala nisso. Todo mundo só pensa nisso. Seja em casa ou no trabalho, de manhã ou de noite, ta todo mundo lá. E mesmo assim tem sempre algum desavisado que acaba perguntando: “Mas para que serve essa porra (sic) de Orkut?” E a resposta dos especialistas é sempre clara e simples: “Sei lá!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia é genial: o Orkut junta em um mesmo lugar página pessoal, fotolog, fórum, tudo interligado a uma imensa rede onde só entra quem conhece quem é de dentro. É uma panelinha que não pára de crescer. Foi uma idéia de americanos que os brasileiros literalmente tomaram conta. Agora existem mais Brasileiros no Orkut do que onde o Orkut começou, os EUA. 36% dos nerds do orkut são brasileiros e apenas 26% são americanos! Quem será que foi o primeiro americano que cometeu a burrice de chamar um brasileiro para a panelinha americana? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasileiro é foda! A gente vai pra Disney e fica roubando os brinquedinhos das lojas, faz zona no hotel, dá porrada no Mickey... Somos uma praga para os americanos. Somos terroristas sem causa nenhuma. Não é a toa que os americanos controlam nossa entrada na terrinha deles. Eles não são doidos! Iríamos invadir e tomar conta, e fazer uma zona desgraçada, como fizemos no Orkut.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nossa a idéia retardada (mas muito engraçada) de inventar perfis de personalidades como Osama Bin Laden, Pedro Di Lara e Saddam Hussein. E foram as nossas mentes criativas que inventaram comunidades como “Eu sempre escolho o Sub-zero”, “Como ou não como” e “Mijões de plantão”. Nós não nos damos nem ao trabalho de escrever nossos perfis em inglês. Mas o que nós vimos no Orkut? Estamos lá só pra encher o saco dos gringos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui onde eu moro, Niterói, tem um espaço de convivência chamado Saco e São Francisco. São vários barzinhos, um do lado do outro na orla do bairro de São Francisco. Bom, existem pessoas (a maioria, convenhamos) que vão lá apenas para ver e ser visto, para encontrar com outro e falar: “Oi! Tudo bem! Tá sumido! E o pessoal! Vamos marcar algo! Tenho que ir! Tchau!”, para no outro dia comentar que viu fulano no Saco. O Orkut é um Saco virtual. A pessoa é vista e vê todo mundo sem nem sair de casa. Aí, ao invés de comentar que viu cicrano no Saco, fala que viu no Orkut. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasileiro é amigo de todo mundo, até dos piores inimigos. Eu, por exemplo, chamo até motorista de ônibus de amigo. Nós adoramos ter muitos amigos. Vamos para o Orkut e qualquer pessoa que tenhamos visto pelo menos uma vez na vida já colocamos como nossos maiores amigos. Por isso que tem tanto brasileiro, porque chamamos todo mundo para entrar no Orkut. Fazemos uma “figuração” sem sair de casa, e até o mais solitário dos humanos descobre que tem uma centena de amigos. Naum dá. O Orkut foi feito para nós.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6872857-108896054688877380?l=khregra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://khregra.blogspot.com/feeds/108896054688877380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6872857&amp;postID=108896054688877380' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6872857/posts/default/108896054688877380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6872857/posts/default/108896054688877380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://khregra.blogspot.com/2004/07/orkut-sade-uma-doena-nacional.html' title='&lt;strong&gt;Orkut, (Saúde!) uma doença nacional&lt;/strong&gt;'/><author><name>Caga Regra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850204737125654178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/99/1336/320/shit.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6872857.post-108534705611963970</id><published>2004-05-22T18:12:00.000-03:00</published><updated>2004-05-23T18:17:36.120-03:00</updated><title type='text'>Pokemón, beleza, tortura e religião não se discute</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Rinha de Pokémons&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já viu Pokémon? Se você foi uma daquelas crianças que tacava gato da janela do apartamento ou jogava pedra em cachorro de rua, não vai ver nada de mais. Mas se você acha que bichinhos de estimação são feitos para ser amados, acariciados e abraçados, vai ter uma grande surpresa com a naturalidade que a crueldade com os animais é tratada nessa atração infantil. Pokemón é um desenho sobre crianças que colocam seus animaizinhos de estimação para brigar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro desenhos falando de guerras, com muitos tiros, explosôes e até mortes. Mas estou acostumado a ver violência sempre como um ato extremo, na maioria dos desenhos antigos (He-man, Cavaleiros do Zodíaco, Caverna do Dragão, etc) um personagem tendo que apelar para a violência para defender seus amigos. No desenho animado Pokemón é exatamente o contário. A violência não é para defender ninguém, mas para o "treinador pokémon" evoluir em sua carreira. O treinador pokémon precisa conseguir o carinho e a amizade de diversos pokemóns e convencê-los a morarem trancafiados em pokebolas lutar por eles em competiços que parecem rinhas de galos, proibidas em diversos países. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mensagem do desenho é clara: use seus amigos para evoluir em sua carreira sem se importar com o que possa acontecer com eles. E o grande problema de um desenho com essa mensagem é que a maioria não percebe que um desenho tão colorido bunitinho possa ter uma mensagem tão pesada. Não sou a favor da sensura. Pelo contrário: sou a favor de uma opção cada vez maior de desenhos para a criança escolher os que achar melhor. Acho que o que as crianças vêem na TV precisa ser tema de discussão nas salas de aula. Os professores precisam parar de achar que cultura infantil é só "Sítio do Pica-Pau Amarelo" e histórias de fadinhas e bruxinhas. A escola precisa entar em contato com a realidade.	&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Feia não! Esquisita.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você é feia? Seus problemas acabaram! Não, não é nehum produto das Organizações Tabajara não. É uma revolução estética que está tomando conta das ruas (principalmente das boates alternativas) e um de seus de seus ícones máximos é a apresentadora da MTV Penélope. O negócio é o seguinte: as feias estão cada vez mais se enchendo de apetrechos para disfarçar a sua feiura, e se tornam apenas esquisitas. Elas decidiram que como não concordam com a estética dominante, vão tomar axatamente o caminho oposto. Agumas meninas se enchem de piercings e tatuagens, não pegam sol, se ecnhem de tatuagens, fazem um penteado esquisito e se vestem cosse se fossem daltônicas. Quanto pior for a criatura, mais técnicas ela faz uso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Barbárie ou Incompetência?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a festinha de arromba dos carcereiros na prisão de Abu Ghraib, os "senhores da guerra" americanos optaram pela segunda opção. Os moradores da favela que Rosinha (finado Rio de Janeiro) sabem bem que a barbárie é vizinha da incompetência. E elas adoram trocar receitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Igreja virtual&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os evangélicos já dominaram o mundo agora vão dominar a rede. Piada? Parece... Mas é seríssimo. Os evangélicos já tem os EUA, com o inconsequente Bush, e nós aqui sofremos com a hipocrisia do Garotinho e Rosinha. &lt;a href="http://server2.cof.smhost.net/v11/"&gt; Clique aqui e veja por vicê mesmo(a).&lt;/a&gt; O nome da igreja virtual é Church of Fools. Eu tenho medo de evangélicos, e você? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6872857-108534705611963970?l=khregra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://khregra.blogspot.com/feeds/108534705611963970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6872857&amp;postID=108534705611963970' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6872857/posts/default/108534705611963970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6872857/posts/default/108534705611963970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://khregra.blogspot.com/2004/05/pokemn-beleza-tortura-e-religio-no-se.html' title='Pokemón, beleza, tortura e religião não se discute'/><author><name>Caga Regra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850204737125654178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/99/1336/320/shit.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6872857.post-108465138232361601</id><published>2004-05-15T16:38:00.000-03:00</published><updated>2004-07-20T13:43:13.860-03:00</updated><title type='text'>Narcóticos</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Utopia e burrice&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da guerra de megaquadrilhas que teve no rio (Lulu contra o Dudu), diversos colunistas apresentaram propostas para ajudar a frear o aumento da violência do tráfico no rio. Uma delas, a mais recorrente pelo que percebi nos jornais, tentava conscientizar os drogados que eles financiavam a violência, e portanto, se eles parassem de consumir, os traficantes perderiam seus imensos lucros e parariam de matar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueceram de um detalhe: as drogas viciam. Por isso que o lucro dos traficantes é tão alto. Tem pessoas que ficam com dores horríveis se deixam de consumir crack ou cocaína por um único dia. Não é só culpa ou cidadania que vai fazer esse cara parar de se drogar, mas sim tratamento. Isso sem contar o vício psicológico que a maconha provoca, que a maioria das pessoas acha bobagem. Como muitos cariocas têm o hábito de tomar o seu chopinho para relaxar depois do trabalho, outro tanto fuma unzinho. E é muita gente que faz isso. Seria muito difícil convencer essas pessoas a abrirem mão desse hábito, quase tanto quanto tentar convencer os cariocas a parar de beber. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas imaginemos que vivemos nessa cidade utópica de pessoas super-conscientes e com um forte senso de cidadania (porque acham que cidadania é a solução pra tudo?) e as pessoas comecem a parar de consumir drogas. A violência acabaria? Bom, vamos esclarecer aqui o motivo básico da violência do tráfico: disputa de ponto. Por isso o Dudu invadiu a favela do Lulu e por isso o Comando Vermelho mata o Terceiro Comando e vice-versa. Já percebeu que não tem violência no jogo do bicho, que também é ilegal? Os bicheiros fizeram um acordo a um tempo atrás e dividiram os pontos de venda do jogo do bicho entre eles. Por isso ninguém se mata, cada um tem o seu pontinho, ganha o seu dinheirinho, molha a mão de uns policiais e fica todo mundo feliz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondendo à pergunta que fiz no parágrafo anterior, com a diminuição do consumo de drogas a violência iria aumentar por conta da maior disputa de pontos de venda ou pela “diversificação dos negócios” criminosos. Alguns traficantes que virem seus lucros despencando vão tentar conseguir as bocas de fumo de outros traficantes. Outros terão que achar diferentes meios de pagar as suas dívidas no mercado negro e partirão para o roubo, assalto, seqüestro, ou outro “negócio” criminoso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os traficantes do Rio fossem inteligentes, já teriam acabado com essas guerras por bocas de fumo há muito tempo. Transformando as bocas de fumo em locais seguros, suas vendas iriam aumentar e a polícia não teria mais motivo para ficar invadindo as favelas. Como no caso do jogo do bicho, a polícia só iria aparecer para pegar sua propina e tudo ficaria bem. Não dá, ninguém consegue prosperar sem educação. Nem bandido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------- &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Caninha 51 não foi uma boa idéia&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe aquele cara com pinta de machão que dá porrada em qualquer um que duvide de sua masculinidade? É, estilo Massaranduba do Casseta e Planeta mesmo. A ânsia por se afirmar como macho acaba mostrando que ele não é tão seguro assim de sua masculinidade (é, o cara é boila mas tenta esconder). Parece que a mesma coisa aconteceu com o nosso presidente. O jornalista de New York falou que ele era biriteiro e agora o presidente quer a cabeça do cara. Parece que a carapuça serviu. Agora todo o mundo (literalmente: foi manchete em diversos países) sabe que o presidente bebe escondido. Se o presidente tivesse pedido conselho ao seu amigo Duda Mendonça, aposto que ele o aconselharia a ficar quietinho, como se aquilo não o tivesse atingido. Porque agora o Lula até parecendo o baixinho das antigas propagandas da Kaiser (olha ae embaixo). Aconselho Lula a nunca usar bigode, porque ele iria ficar idêntico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img class="'phostImg'" src="http://photos1.blogger.com/img/99/1336/320/kaiser.jpg" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6872857-108465138232361601?l=khregra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://khregra.blogspot.com/feeds/108465138232361601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6872857&amp;postID=108465138232361601' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6872857/posts/default/108465138232361601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6872857/posts/default/108465138232361601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://khregra.blogspot.com/2004/05/narcticos.html' title='Narcóticos'/><author><name>Caga Regra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850204737125654178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/99/1336/320/shit.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6872857.post-108403796977745980</id><published>2004-05-08T14:38:00.000-03:00</published><updated>2004-05-12T02:16:42.590-03:00</updated><title type='text'>Violência boa</title><content type='html'>Todo mundo condena os pitboys que ficam “pranchando” manés nas boates cariocas. “Um absurdo!”, diz a vovó. “Tem que ir pra cadeia mesmo!”, diz a titia. Não importam os motivos da briga (muitas vezes nem aparecem nos jornais), eles já estão errados por brigarem. “A violência está que é uma coisa horrorosa!”, diz a vovó de novo. E vemos a foto do desgraçado descerebrado do pitboy: um garoto magrinho, que nada tem a ver com o estereotipo de bombado que deu origem ao termo. Vemos também um depoimento do pai do garoto, falando que ele nunca foi de brigar e é estudante de direito... “Tem pai que é cego!”, diz a amiga da vovó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a vovó, a titia, a amiga da vovó e a tia-avó simplesmente a-d-o-r-a-r-a-m a surra que a nova pitgirl do pedaço, Maria Clara, deu na sua arqui-inimiga Laura na novela Celebridade. “Ela merecia!”, diz agora a titia. Eu sei que é ficção, mas a realidade se alimenta da ficção e vice-versa. A novela acaba, assim, sendo um espelho da realidade brasileira, que agora podemos perceber que aprova a violência se ela for justificada pela vingança pessoal. “Surra que teve sabor de justiça”, foi o título de uma reportagem do Caderno B do JB de 2 de maio. Quer dizer que a imensa maioria população brasileira, que diz adorar a Cristo e ser temente a Deus, é a favor da vingança? Nada de “oferecer a outra face”? Falo assim da “população brasileira” porque as novelas da Globo são ancoradas por pesquisas de opinião, que definem o que é “aceitável” e o que o povo que ver na novela. E todo mundo queria porrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que faz esse pessoal sair domingo em uma passeata pedindo paz e na segunda querer porrada na novela é aquela velha história: na prática a teoria é outra. Eu sou uma pessoa tranqüila, mas se pisam no meu calo, viro bicho. Em teoria, ninguém mataria, mas e se você estivesse frente-a-frente com o safado que estuprou a sua filha? É fácil julgar quando não se sabe ou não se entende os motivos. Quem viu “Carandiru”, de Hector Babenco, baseado no livro de Drauzio Varella? Eu vi. Achei os assassinos super simpáticos, engraçados, e quase todos tinham uma justificativa para os seus crimes. Comecei a achar que eles não eram tão maus assim. Maus eram os policiais que entraram ali para conter a rebelião. Sabe por quê? Porque os presos eu já conhecia, tinha ouvido as histórias deles. Os policiais eram os desconhecidos, não sabia nada deles, e por isso não conseguia entender o que fizeram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o Brasil acompanhou o quanto Maria Clara sofreu nas mãos de Laura. Ninguém sabia muito da história de vida de Laura. Ela sempre foi uma personagem bastante misteriosa. O autor utilizou (como a maioria dos autores utiliza) essa característica humana de simpatizar com o familiar, o conhecido, para fazer o público odiar a Laura e adorar a Maria Clara. Em sua narrativa ele quebrou os estereótipos de mocinha boazinha e vilã má. A mocinha agora não é mais tão boazinha e a vilã não é mais o demônio encarnado. O problema é que mesmo enfiando a porrada em outra, continuam achando a Maria Clara boazinha! Como? Ela espancou outra mulher! Eu imagino como isso sairia no jornal: “Mulher é espancada durante festa”. “Um absurdo! Gente assim tem que ir pra cadeia! A violência está uma coisa horrorosa!” diria a vovó. E ninguém acharia a espancadora boazinha, nem que a outra merecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6872857-108403796977745980?l=khregra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://khregra.blogspot.com/feeds/108403796977745980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6872857&amp;postID=108403796977745980' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6872857/posts/default/108403796977745980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6872857/posts/default/108403796977745980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://khregra.blogspot.com/2004/05/violncia-boa.html' title='&lt;strong&gt;Violência boa&lt;/strong&gt;'/><author><name>Caga Regra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850204737125654178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/99/1336/320/shit.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6872857.post-108343239080805234</id><published>2004-05-01T14:25:00.000-03:00</published><updated>2004-05-12T02:21:11.616-03:00</updated><title type='text'>Insensibilidade é questão de sobrevivência</title><content type='html'>Qual foi a ultima vez que você ficou embasbacado diante de uma notícia? Mas falo paralisado mesmo, sem saber o que fazer de tão chocado com a notícia, não somente aqueles 5 minutinhos de revolta. Já faz muito tempo, né? Talvez você nem se lembre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me lembro bem da última vez que isso me aconteceu. Na época eu estagiava na Fischer América Rio, ali na praia do Flamengo, e eu estava lá tentando entrar no site do jornal O Globo, sem sucesso. A página estava fora do ar. Logo me esclareceram o motivo: o site caiu porque o número de acessos era muito alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A agência toda estava com um clima pesado. Várias pessoas ligando para casa ou caçando um radinho de pilha que fosse para escutar as últimas notícias. Eu lembrei de uma televisão que o Rafael, montador da agência, tinha na sua minúscula salinha. Metade da agência tinha pensado a mesma coisa. Todos só queriam ver o que tinha acontecido. Mas mesmo quem já estava ha uma hora olhando sem piscar para a televisão não conseguia acreditar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um arte-finalista gigantesco saiu da minha frente, vi que estavam assistindo ao filme Armageddon. Mas com uma diferença: o Armageddon estava acontecendo naquele exato momento, e estávamos assistindo-o ao vivo e em cores. Ninguém trabalhou naquela manhã. O trabalho poderia esperar. Aquela campanha para ontem poderia ter o prazo estendido, o cliente entenderia, porque o que estava acontecendo era maior que qualquer trabalhinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que senti nesse dia 11 de setembro de 2001 foi bem diferente do que senti hoje ao ler que um prefeito foi linchado no meio de uma praça no Peru, teve seu corpo arrastado pelas ruas e depois amarrado em um poste. Bem diferente do que senti alguns dias atrás, quando vi as imagens da revolta dos presos em Urso Branco, com as decaptações e esquartejamento de reféns com corpos (ou pedaços) presos no telhado. Bem diferente também do que senti quando vi o mito do “bom selvagem” de Rousseau ser quebrado pela tribo dos Cintas Largas com o assassinato de 29 garimpeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que me choquei com essas notícias, mas foi uma daquelas revoltas de 5 minutos, pois eu rinha mais o que fazer. Eu não podia ficar ali chocado com essas notícias, parado embasbacado, tinha que virar a página e continuar meu dia. A insensibilidade é uma questão de sobrevivência. Quem é muito sensível não consegue nem ler a capa de O Globo, quanto menos de um jornal como O Povo. Quem se sensibiliza com a miséria não pode nem ligar a televisão nem sair na rua, porque irá se sensibilizar a cada sinal fechado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a pessoa não for insensível, perderá um tempo precioso se preocupando com todas as tragédias cotidianas e ficará para trás no mundo que não pára de girar. “Parem o mundo que eu quero descer!”, já disse Renato Russo, um dos poucos sujeitos que se sensibilizava todos os dias com as tragédias com as tragédias que lia nos jornais. Alguns dias ele não conseguia nem deixar seu quarto. Já imaginaram um executivo assim? “Vou cancelar a reunião porque eu estou muito triste com os últimos acontecimentos.” Vão pensar que é piada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então pensem duas vezes antes de se sentirem culpados quando comentaristas no jornal ou na TV criticarem as elites (é isso mesmo, nós, sentados na frente de nossos computadores, somos as elites) por serem insensíveis. A população inteira do Brasil precisa ser insensível, senão não sobrevive. Como um pai sobrevive para criar os filhos quando em pleno século XXI sua mulher morre de parto, como é mostrado no filme “Fala tu”? A sensibilidade é para poucos privilegiados, a grande maioria precisa abrir mão dela para sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem nada a ver com o assunto, mas porque em pleno dia do trabalho as pessoas não trabalham? Não é uma tremenda contradição? Deveria ser o contrário: todo mundo deveria trabalhar mais para comemorar. (Espero não ser linchado depois dessa) &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6872857-108343239080805234?l=khregra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://khregra.blogspot.com/feeds/108343239080805234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6872857&amp;postID=108343239080805234' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6872857/posts/default/108343239080805234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6872857/posts/default/108343239080805234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://khregra.blogspot.com/2004/05/insensibilidade-questo-de-sobrevivncia.html' title='&lt;strong&gt;Insensibilidade é questão de sobrevivência&lt;/strong&gt;'/><author><name>Caga Regra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850204737125654178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/99/1336/320/shit.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6872857.post-108343190829709906</id><published>2004-04-24T14:12:00.000-03:00</published><updated>2004-05-12T02:22:49.293-03:00</updated><title type='text'>Texto do Leandro Dias</title><content type='html'>Sobre o último post, encontrei pela net esse exelente texto de Leandro Dias (que impunemente transcrevo abaixo) sobre a incoerência do sistema de cotas, coisa que tentei mostrar no meu texto, mas ele o faz de maneira bem mais contundente e bem fundamentada. É por esse e mais tantos motivos que cada vez aumenta a minha certeza de que sou um merda. Mas não é por isso que eu vou parar de cagar regra, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Negros ou Pobres?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Por Leandro Dias&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Corre pelos meios acadêmicos brasileiros, especialmente o carioca, o fato da reserva de vagas para negros nas universidades e colégios públicos, com a finalidade de democratizar o acesso a educação em nosso país. Esta situação gerou fervorosos debates no meio acadêmico e nos meios de comunicação que em geral acabaram por mostrar opiniões controversas, mas muitas vezes verdadeiras. Tentarei aqui neste texto expressar a minha opinião a respeito, ou melhor, fazer minhas considerações a respeito sem, no entanto, defender veementemente um dos lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como muitos autores já disseram em textos referentes a este assunto uma das principais problemáticas de se reservar vagas para negros são os critérios pelos quais os órgãos competentes iriam embasar suas análises para determinar quem é negro ou não, sendo assim, merecedor de parte das vagas reservadas. É realmente difícil determinar quem é negro pois temos pardos, mulatos, caboclos, milhares de denominações. Talvez fosse mais fácil determinar quem é branco e tirar-lhes as vagas. Como se fosse assim fácil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pergunta me vem a cabeça: Mas porque os negros? &lt;br /&gt;Essa questão é sempre mal respondida e até hoje não sei realmente qual é a resposta que os que querem as reservas para negros, mas penso eu, com certa razão imagino, que é pelo fato de a maioria dos negros se encaixar nas classes pobres deste país e constituírem parte ínfima dos estudantes (universitários principalmente). Os dados são variados mas nos dão a idéia de que os negros constituem aproximadamente 60% dos que são tidos como pobres (que somam uns 100 milhões de pessoas), totalizando portanto 60 milhões de negros pobres. Se pegarmos estes números e batermos com os números do governo que indicam que aproximadamente 50% da população brasileira é de negros, temos portanto 90 milhões de negros, sendo 60 milhões de pobres ou miseráveis, e os outros 30 milhões espalhados entre as classes média baixa, alta e os ricos de fato. Portanto numa hipótese mais ou menos correta teríamos facilmente 20 milhões de negros com boas condições de vida desfrutando do sistema de cotas... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra pergunta me vem a cabeça: Porque usar um fator biológico para determinar uma ação sociológica? &lt;br /&gt;Penso que usar um fator genético como determinante de privilégios sociais é legitimar o conceito de que seres humanos são como cães e possuem raças distintas, fato que a ciência já nos mostrou ser falso. Ao legitimarmos este conceito de raça estaremos dando lenha para a fogueira dos racistas de plantão (que não tem sido poucos). É aí que reside o perigo, pois com esse mesmo argumento os grupos racistas vão ganhar uma legitimidade oficial, vinda de órgãos governamentais, fato que realmente não se deve pensar em fazer. Por este principal fator é que penso que não se deve estabelecer uma ligação entre a cor da pele e alguma diferenciação social...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseando-me nas duas considerações às perguntas que fiz acima, me faço uma terceira questão: Porque não usar um fator social para determinar uma ação social, como por exemplo “Cota para Pobres”?&lt;br /&gt;Acho eu que esta seria uma boa opção ao sistema de cotas genéticos, pois assim incluiriam 40 milhões de ditos brancos pobres e excluiria os 10 milhões de ditos negros que tem boas condições de vida e estariam se beneficiando sem necessidade do sistema de cotas, apenas desperdiçando dinheiro público. Essa opção por cotas para pobres é também muito mais fácil de ser aplicada pois é muito mais fácil determinar quem é pobre ou não, além de não validar o conceito de raças abolido pela ciência, e assim não dando corda nos racistas perdidos por aqui. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acrescento também que não classificando o povo em brancos e negros, indicando assim uma minoria e um grupo dominante não abriremos precedentes para reivindicações de qualquer minoria, tipo “Vagas públicas para homossexuais” ; “Vagas para mulheres de cabelo curto” ; “Cotas para aposentados”. Ou seja, não determinar um minoria excluída da ação do estado que não seja por meio de fatores econômicos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6872857-108343190829709906?l=khregra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://khregra.blogspot.com/feeds/108343190829709906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6872857&amp;postID=108343190829709906' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6872857/posts/default/108343190829709906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6872857/posts/default/108343190829709906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://khregra.blogspot.com/2004/04/texto-do-leandro-dias.html' title='&lt;strong&gt;Texto do Leandro Dias&lt;/strong&gt;'/><author><name>Caga Regra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850204737125654178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/99/1336/320/shit.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6872857.post-108341581545215376</id><published>2004-04-24T09:49:00.000-03:00</published><updated>2004-05-12T02:23:58.243-03:00</updated><title type='text'>Vestibular Racista </title><content type='html'>Amigos sentados no barzinho, discutindo calorosamente sobre algum assunto. Cada um apresentando um argumento diferente, que é refutado pelo argumento seguinte, que o argumento seguinte quebra, e assim por diante. De repente, alguém da mesa saca uma estatística. Silêncio total. Algum corajoso tenta até questionar a confiabilidade da fonte de tal dado, mas não adianta: o mal já está feito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou cansado dessas pessoas que argumentam com estatísticas. Estou falando de gente que para defender uma idéia fala coisa do tipo: "ah, mas 70% dos destros são bandidos..." Estatística não é um argumento! Pode até ser usada em um, mas argumento não é não! Uma estatística precisa ser interpretada. Quem quer argumentar usando estatísticas precisa contextualizar aquele número, e não simplesmente sair jogando números pelo texto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E onde esse mal uso das estatísticas está me irritando mais é na discussão sobre cotas nas universidades. Quem é a favor das cotas "argumenta" que a possibilidade de um negro ingressar na universidade é de apenas 18% enquanto para o branco é de 43%. Será então que o vestibular é racista? Será que essa prova preconceituosa se torna mais difícil de acordo com a quantidade de melanina do candidato? Ou será que são os inspetores de prova, aqueles racistas, que escolhem as provas mais difíceis para serem distribuídas entre os negros? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não e não. O vestibular não discrimina. A prova é a mesma para todos, e qualquer pessoa, seja ela amarela, branca, vermelha, parda, mulata ou negra, pode tirar uma nota boa. Mas aí alguém vai retrucar (citando outra estatística, que me nego a repetir) que os brancos têm mais acesso à educação que os negros, e por isso que têm mais chances de acesso à universidade. Ah, entendi. Não é que o vestibular discrimine os negros, ele apenas seleciona quem tem melhor educação. E repito: essa pessoa selecionada pode ser amarela, branca, vermelhas, parda, mulata ou negra, não importa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o vestibular não é racista, então é a escola privada que é racista? Quer dizer que se um negro quiser se matricular em uma escola privada, a escola vai negar? Ou será que a professora da escola privada dá uma educação diferente para negros e brancos? Ou será que é a professora da escola pública que educa os brancos e negros de maneira diferenciada? Ou será que os livros são escritos em dialeto branco, sedo impossível para os negros entendê-los? Ou será ainda que os cursos pré-vestibulares são abertos apenas para uma minoria branca, vetando a entrada de negros? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não, não, não, não e não. A escola não é racista, qualquer pessoa pode freqüentar qualquer escola ou curso pré-vestibular se quiser, e, é claro, puder pagar. É aí que os defensores de cotas apresentam as estatísticas ("argumentos") que mais gostam, que falam que a maioria dos negros é pobre. Esse "argumento" apenas endossa o meu argumento. E sabe porque disso? Porque ele não é um argumento, é uma estatística! A maioria dos negros não tem uma educação pior porque são negros, mas porque são pobres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O preconceito existe em olhar para um negro e presumir, mesmo estando baseado em estatísticas, que ele é pobre. Nem todo preto é pobre, como nem todo branco é rico. Existem brancos com a mesma dificuldade de ascensão social quanto os negros: não conseguem vagas nas universidades nem tem acesso a boas escolas. Mas eles aparecem pouco nas estatísticas. E se não pararmos de ver as estatísticas como argumentos, seremos induzidos a erros como achar que o vestibular é racista, que as escolas discriminam os negros, ou que negro é sinônimo de pobre, sendo esse último a razão de todo o preconceito racial do Brasil. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6872857-108341581545215376?l=khregra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://khregra.blogspot.com/feeds/108341581545215376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6872857&amp;postID=108341581545215376' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6872857/posts/default/108341581545215376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6872857/posts/default/108341581545215376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://khregra.blogspot.com/2004/04/vestibular-racista.html' title='&lt;strong&gt;Vestibular Racista &lt;/strong&gt;'/><author><name>Caga Regra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09850204737125654178</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://photos1.blogger.com/img/99/1336/320/shit.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
